Anabolizantes: consequências e riscos para a saúde do coração

A busca por um corpo atlético, definido e com músculos desenvolvidos tem sido o objeto de desejo de cada vez mais pessoas – tanto homens quanto mulheres. 

E seja para acelerar esse processo ou para conseguir resultados que não seriam possíveis de forma natural, muitas pessoas têm recorrido ao uso dos esteroides anabolizantes.

Apesar de todo o resultado estético obtido com o uso dessas substâncias, é sabido que elas trazem enormes riscos à saúde como um todo, especialmente ao sistema cardiovascular.

Pensando nisso, mostramos a seguir as consequências e riscos para a saúde do coração com o uso de anabolizantes. Confira!

Afinal, o que são e como funcionam os anabolizantes?

Os anabolizantes – também conhecidos como esteroides anabolizantes androgênicos – são substâncias sintéticas derivadas do hormônio testosterona. 

Essas substâncias são amplamente utilizadas para aumentar a massa muscular e melhorar o desempenho físico. Originalmente desenvolvidos na década de 1930 para tratar condições médicas como a deficiência de testosterona, os anabolizantes rapidamente ganharam popularidade entre atletas e fisiculturistas devido aos seus efeitos anabólicos,  ou seja, a capacidade de promover o crescimento dos músculos.

Nos últimos anos, o uso de anabolizantes se expandiu além dos círculos esportivos, atingindo indivíduos comuns que buscam melhorias estéticas e de performance. No entanto, o uso indiscriminado dessas substâncias tem levantado sérias preocupações devido aos inúmeros efeitos adversos à saúde, especialmente no que diz respeito ao sistema cardiovascular.

Funcionamento dos anabolizantes no corpo

Os anabolizantes funcionam ao imitar os efeitos da testosterona no corpo. Eles se ligam aos receptores de andrógenos em várias células, incluindo as musculares, promovendo a síntese de proteínas e, consequentemente, o crescimento muscular. 

Este processo é acompanhado por um aumento na retenção de nitrogênio nos músculos, o que contribui para a hipertrofia muscular.

Existem diferenças significativas entre os anabolizantes sintéticos e os hormônios naturais produzidos pelo corpo. Enquanto a testosterona endógena (natural) é regulada de forma equilibrada pelo organismo, os anabolizantes sintéticos podem ser administrados em doses muito superiores às produzidas naturalmente, levando a uma série de efeitos colaterais. 

Além disso, os anabolizantes sintéticos podem ser formulados para ter uma meia-vida mais longa e uma maior resistência ao metabolismo, o que prolonga seus efeitos no corpo.

Impacto dos anabolizantes no sistema cardiovascular

O uso de anabolizantes está fortemente associado a uma série de complicações cardiovasculares. 

Uma das principais preocupações é o efeito dessas substâncias na pressão arterial. Os anabolizantes podem aumentar a retenção de sódio e água, levando à hipertensão arterial. A pressão arterial elevada é um fator de risco significativo para doenças cardíacas, incluindo infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Outro efeito adverso importante é a alteração nos níveis de colesterol. Os anabolizantes podem reduzir os níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL), conhecida como colesterol “bom”, e aumentar os níveis de lipoproteína de baixa densidade (LDL), ou colesterol “ruim”. Esse desequilíbrio lipídico contribui para a aterosclerose, uma condição em que as artérias se tornam estreitas e rígidas devido ao acúmulo de placas de gordura, aumentando o risco de doenças coronarianas.

Além disso, os anabolizantes podem levar à hipertrofia ventricular esquerda, um tipo de cardiomiopatia em que a parede do ventrículo esquerdo do coração se torna anormalmente espessa. Isso compromete a capacidade do coração de bombear sangue de forma eficiente, podendo evoluir para insuficiência cardíaca. O uso prolongado de anabolizantes também tem sido associado a um risco aumentado de arritmias cardíacas, que são irregularidades nos batimentos cardíacos que podem ser fatais.

Esses efeitos adversos destacam a necessidade de conscientização sobre os riscos do uso de anabolizantes e a importância de medidas preventivas e educativas para proteger a saúde cardiovascular dos indivíduos.

Alternativas saudáveis para o desenvolvimento muscular

Embora os anabolizantes possam oferecer ganhos rápidos em termos de massa muscular e performance física, os riscos associados ao seu uso superam em muito os benefícios. 

Felizmente, existem alternativas saudáveis e eficazes para o desenvolvimento muscular que não comprometem a saúde do coração. Estas alternativas envolvem uma combinação de estratégias nutricionais, exercícios físicos e práticas de recuperação adequadas.

Nutrição adequada

A alimentação correta – em qualidade e quantidade – é o que dá ao corpo a matéria-prima para construir novos tecidos, ou seja, músculos. Confira o que consumir:

✅ Proteínas de alta qualidade – As proteínas são os blocos de construção dos músculos. Consumir fontes de proteína de alta qualidade, como carnes magras, peixes, ovos, laticínios, leguminosas e proteínas vegetais, é essencial para o crescimento muscular. O consumo de proteína deve ser distribuído ao longo do dia para maximizar a síntese proteica.

✅ Carboidratos complexos – Carboidratos são a principal fonte de energia para exercícios intensos. Optar por carboidratos complexos, como grãos integrais, vegetais e frutas, fornece energia sustentada e apoia a recuperação muscular.

✅ Gorduras saudáveis – As gorduras saudáveis, encontradas em alimentos como abacate, nozes, sementes e azeite de oliva, são importantes para a produção hormonal e a absorção de vitaminas lipossolúveis.

✅ Hidratação – Manter-se bem hidratado é fundamental para o desempenho físico e a recuperação muscular. A água é essencial para inúmeras funções corporais, incluindo a regulação da temperatura e o transporte de nutrientes.

Exercícios físicos

Outro pilar fundamental do ganho de massa muscular é a atividade física adequada. Entre as orientações mais importantes, estão:

✅ Treinamento de resistência – O treinamento de força, como levantamento de pesos, é crucial para o desenvolvimento muscular. Programas de treinamento bem estruturados, que incluem exercícios compostos como agachamentos, levantamento terra, supino e remada, são eficazes para promover o crescimento muscular.

✅ Variedade de exercícios – Alternar entre diferentes tipos de exercícios e métodos de treinamento pode prevenir a estagnação e promover ganhos contínuos. Isso inclui a incorporação de exercícios de peso corporal, treinamento funcional e técnicas de alta intensidade (HIIT).

✅ Progressão gradual – Aumentar gradualmente a carga e a intensidade dos exercícios ajuda a evitar lesões e promove o crescimento muscular de maneira segura. O princípio da sobrecarga progressiva é fundamental para o desenvolvimento muscular.

Recuperação e descanso

Além de se alimentar e se exercitar corretamente, é fundamental dar ao corpo o tempo necessário para que ele possa se recuperar e reparar os tecidos lesionados nos treinos, a fim de torná-los mais fortes e maiores. Nesse sentido, os principais cuidados são:

✅ Sono adequado – O sono é um componente vital da recuperação muscular. Durante o sono, o corpo repara tecidos musculares danificados e sintetiza hormônios importantes para o crescimento muscular. Adultos devem buscar de 7 a 9 horas de sono por noite.

✅ Alongamento e mobilidade – Práticas de alongamento e mobilidade articular podem melhorar a flexibilidade e a mobilidade, reduzindo o risco de lesões e promovendo a recuperação.

✅ Massagem e terapias de recuperação – Massagens, terapias de liberação miofascial e outras técnicas de recuperação podem ajudar a aliviar a tensão muscular e acelerar o processo de recuperação.

Suplementação segura

Existem opções bastante eficazes e seguras para fornecer ao corpo os nutrientes que ele necessita para ter um bom crescimento muscular. Entre as opções mais interessantes, estão:

✅ Suplementos proteicos – Suplementos como whey protein, caseína e proteínas vegetais podem ser utilizados para garantir a ingestão adequada de proteínas, especialmente em horários convenientes, como após o treino.

✅ Creatina – A creatina é um suplemento bem pesquisado que pode aumentar a força e a massa muscular sem os efeitos adversos associados aos anabolizantes.

✅ Aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) – BCAAs podem ajudar na síntese proteica e na recuperação muscular, especialmente durante períodos de treinamento intenso.

O desenvolvimento muscular saudável é alcançado através de uma abordagem integral,  que combina nutrição adequada, treinamento eficaz e práticas de recuperação. Essas estratégias não apenas promovem o crescimento muscular, mas também protegem a saúde do coração e melhoram o bem-estar geral. 

Optar por métodos naturais e seguros é fundamental para alcançar resultados sustentáveis e duradouros sem comprometer a saúde cardiovascular.

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O que falar na primeira consulta com cardiologista?

A primeira consulta com cardiologista é um momento especial, que deve ser aproveitado da melhor maneira, já que pode garantir informações e avaliações fundamentais para a saúde e a vida como um todo.

Você sabe o que perguntar a esse(a) especialista nessa consulta? Quais ações você deve tomar antes e após essa avaliação para aproveitar ao máximo essa orientação? Quando deve ser feita essa primeira consulta?

Essas e muitas outras dúvidas você esclarece logo abaixo. Confira!

Quando fazer a primeira consulta com cardiologista

A primeira consulta com cardiologista é um cuidado crucial para garantir a saúde do coração ao longo de toda a vida. Muitas pessoas acreditam que só devem procurar um especialista em cardiologia quando apresentam sintomas evidentes de problemas cardíacos, mas essa percepção está longe de ser ideal. 

Uma avaliação cardiológica precoce pode identificar potenciais problemas antes que eles se tornem graves e possibilitar intervenções preventivas eficazes.

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Avaliação cardiológica na infância

A importância de uma primeira consulta cardiológica desde a infância não pode ser subestimada. Algumas condições cardíacas são congênitas, ou seja, presentes desde o nascimento, e podem passar despercebidas sem uma avaliação especializada. Detectar essas condições precocemente permite iniciar o tratamento adequado desde cedo, melhorando significativamente a qualidade de vida e o prognóstico da pessoa. 

Durante a infância, um(a) cardiologista pode avaliar o desenvolvimento do coração e dos vasos sanguíneos, detectar anomalias estruturais e monitorar a saúde cardiovascular à medida que a criança cresce.

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Importância da avaliação mesmo na ausência de sintomas

Diversos problemas cardiovasculares são “silenciosos”, isto é, não apresentam sintomas evidentes, até que estejam em estágios avançados e mais difíceis de tratar. A hipertensão arterial, por exemplo, é frequentemente chamada de “assassina silenciosa” porque pode causar danos significativos ao coração e aos vasos sanguíneos sem apresentar sinais claros. 

Outros exemplos incluem o colesterol alto, doenças das válvulas cardíacas e certas arritmias, que também podem progredir sem sintomas perceptíveis. Por isso, realizar uma avaliação cardiológica periódica é fundamental mesmo na ausência de sintomas.

Todos podem se beneficiar de uma avaliação cardiológica, mas certos grupos devem considerar essa consulta prioritária, especialmente quem possui:

✅ Histórico familiar de doenças cardíacas – Se há casos de doenças cardíacas na família, especialmente em parentes de primeiro grau (pais, irmãos), o risco de desenvolver problemas cardíacos pode ser maior.

✅ Condições de saúde preexistentes – Pessoas com diabetes, hipertensão, colesterol alto, obesidade ou outras condições crônicas devem monitorar a saúde do coração regularmente.

✅ Estilo de vida e fatores de risco – Fumantes, pessoas sedentárias, aquelas com dietas pouco saudáveis ou sob alto nível de estresse também estão em maior risco e devem buscar uma avaliação.

✅ Praticantes de atividades físicas intensas – Atletas e quem pratica exercícios intensos devem verificar se o coração está saudável e capaz de suportar a carga de esforço físico.

A frequência das consultas cardiológicas pode variar de acordo com a idade, histórico familiar e condição de saúde do indivíduo. Para crianças e adolescentes, uma avaliação inicial pode ser suficiente, com consultas adicionais se algum problema for identificado. Adultos sem fatores de risco conhecidos podem considerar uma avaliação anual, enquanto as pessoas com condições preexistentes ou histórico familiar devem seguir as recomendações específicas do seu cardiologista, que podem incluir consultas anuais ou mais frequentes.

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O que falar na primeira consulta com cardiologista

A primeira consulta com um(a) cardiologista é momento especial, que deve ser aproveitado ao máximo, para extrair desse(a) profissional tão importante as orientações necessárias para cuidar da sua saúde cardiovascular da melhor maneira.

Entre os tópicos que devem ser abordados nessa avaliação, estão:

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Histórico médico

Durante a primeira consulta com um(a) cardiologista, é essencial fornecer seu histórico médico completo. Isso inclui informações sobre condições médicas pré-existentes, como hipertensão, diabetes, colesterol alto ou outras doenças crônicas. 

Se você tem um histórico de doenças cardíacas na família, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC), informe ao(à) profissional, pois esses dados podem indicar predisposição genética a algum problema. 

Além disso, mencione todos os medicamentos que você está tomando atualmente, incluindo prescrições, medicamentos de venda livre, suplementos vitamínicos e fitoterápicos. Essa informação ajudará o(a) cardiologista a entender melhor sua saúde e a identificar possíveis interações medicamentosas.

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Sintomas e sinais de alerta

Descrever detalhadamente os sintomas é crucial para o diagnóstico correto. Informe o(a) cardiologista sobre qualquer dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura ou inchaço nas pernas que você tenha experimentado. Detalhe a duração e a frequência desses sintomas e se eles ocorrem em momentos específicos, como durante exercícios ou em repouso. 

Também é importante mencionar se há fatores que pioram ou melhoram esses sintomas, como posições corporais ou o uso de certos medicamentos. Quanto mais informações você puder fornecer, mais preciso será o diagnóstico e o plano de tratamento.

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Estilo de vida e hábitos

O(A) cardiologista precisará saber sobre seu estilo de vida e hábitos diários para avaliar os fatores de risco e recomendar mudanças benéficas. 

Discuta seu nível de atividade física, incluindo a frequência e a intensidade dos exercícios que você pratica. Informe sobre seus hábitos alimentares, especificando o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares e sal. Além disso, mencione o consumo de álcool e o uso de tabaco ou outras substâncias. 

Outro ponto relevante é o padrão de sono e o nível de estresse no seu dia a dia, pois esses fatores podem influenciar significativamente a saúde cardiovascular.

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Exames e testes anteriores

Se você já fez exames laboratoriais ou de imagem recentemente, leve os resultados para a consulta. Testes como eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma, exames de sangue, tomografias ou ressonâncias magnéticas podem fornecer informações valiosas ao(à) cardiologista. 

Além disso, traga relatórios de consultas anteriores com outros especialistas que possam estar relacionados à sua saúde cardiovascular. Esses documentos ajudam a ter uma visão completa do seu estado de saúde e a planejar o melhor tratamento.

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Dicas para uma consulta mais eficaz

Uma consulta bem-sucedida com um(a) cardiologista depende não apenas do conhecimento e experiência do médico, mas também da preparação do paciente. Aqui estão algumas dicas para garantir que você aproveite ao máximo sua consulta:

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Levar um diário de sintomas

Manter um diário de sintomas é uma prática extremamente útil. Anote qualquer dor no peito, falta de ar, palpitações ou outros sintomas que você esteja experimentando. Registre a frequência, duração e intensidade desses sintomas, bem como quaisquer fatores que os desencadeiem ou aliviem.

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Anotar todas as perguntas antes da consulta

É comum esquecer de fazer perguntas importantes durante a consulta, por conta do nervosismo e da ansiedade. Para evitar isso, escreva todas as suas dúvidas e preocupações antes de ir ao consultório. Pense em perguntas sobre seus sintomas, resultados de exames, opções de tratamento e mudanças no estilo de vida.

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Trazer exames relevantes

Levar exames relevantes para a consulta é essencial para uma avaliação completa. Isso inclui resultados de exames laboratoriais, relatórios de exames de imagem (como ecocardiogramas e eletrocardiogramas), receitas de medicamentos e registros de consultas anteriores com outros médicos.

Ser transparente

A transparência é fundamental para uma consulta eficaz. Tenha sinceridade quanto a seus hábitos, mesmo que você ache que são negativos. Informe o(a) médico(a) sobre seu consumo de álcool, cigarro ou drogas ilícitas, níveis de atividade física, alimentação e uso de hormônios. Detalhe também quaisquer sintomas, mesmo os que possam parecer triviais.

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Chegar com antecedência e levar o tempo suficiente

Chegar com antecedência à consulta permite que você preencha formulários necessários e se acalme antes de falar com o(a) médico. Além disso, reserve tempo suficiente para a consulta, sem agendar compromissos logo em seguida. Consultas cardiológicas podem exigir discussões detalhadas e, às vezes, a realização de exames adicionais, portanto, é importante não estar com pressa.

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Informar sobre medicamentos e suplementos

Tenha uma lista completa de todos os medicamentos que você está tomando, incluindo a dosagem e a frequência. Isso inclui medicamentos prescritos, de venda livre, suplementos vitamínicos e remédios fitoterápicos. 

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Seguir as recomendações pós-consulta

Após a consulta, siga todas as recomendações do cardiologista. Isso pode incluir mudanças no estilo de vida, novos medicamentos, exames adicionais ou encaminhamentos para outros especialistas. 

Se tiver dúvidas sobre as instruções recebidas, não hesite em entrar em contato com o consultório para esclarecimentos.

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Agendar consultas de seguimento

Mantenha-se atento às consultas de seguimento e marque-as conforme recomendado. O acompanhamento regular é crucial para monitorar sua saúde cardíaca e ajustar o tratamento conforme necessário. Não espere que os sintomas piorem para procurar o médico novamente.

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Pressão baixa: causas, sintomas e possíveis riscos!

A pressão baixa é uma condição que muitas vezes não recebe a mesma atenção que a hipertensão (pressão alta), mas pode ser igualmente preocupante. 

Entender as causas, sintomas e possíveis riscos associados à pressão baixa é crucial para identificar quando essa condição pode representar um problema de saúde. 

Neste artigo, exploraremos detalhadamente o que é a pressão baixa, suas causas, sintomas, riscos e formas de tratamento.

Confira!

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O que é pressão baixa?

Pressão arterial é a força que o sangue exerce nas paredes das artérias, ao ser bombeado pelo coração. Valores normais de pressão arterial são geralmente considerados em torno de 120/80 mmHg (milímetros de mercúrio). A pressão é considerada baixa quando os valores são inferiores a 90/60 mmHg.

É importante diferenciar entre episódios ocasionais de pressão baixa e a hipotensão crônica, que pode necessitar de intervenção médica.

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A pressão baixa pode ser causada por diversos fatores, incluindo:

✅ Desidratação – A falta de líquidos no corpo reduz o volume sanguíneo, causando hipotensão.

✅ Problemas cardíacos – Condições como insuficiência cardíaca ou bradicardia (batimentos cardíacos lentos) podem resultar em pressão baixa.

✅ Problemas endócrinos – Doenças como hipotireoidismo e insuficiência adrenal afetam a regulação hormonal, impactando a pressão arterial.

✅ Gravidez – Alterações hormonais e aumento do volume sanguíneo durante a gravidez podem levar à hipotensão.

✅ Perda de sangue – Hemorragias internas ou externas diminuem o volume sanguíneo, resultando em pressão baixa.

✅ Infecções graves – Quadros graves de infecção podem causar uma queda significativa da pressão arterial.

✅ Reações alérgicas severas – A anafilaxia provoca uma queda drástica na pressão arterial.

✅ Deficiência nutricional – A falta de nutrientes como vitamina B12 e folato pode levar à hipotensão.

✅ Medicamentos – Diuréticos, antidepressivos e outros medicamentos podem ter a hipotensão como efeito colateral.

Os sintomas de pressão baixa podem variar, mas comumente incluem tontura ou vertigem, desmaios, visão embaçada ou turva, náuseas, fadiga, falta de concentração, pele fria, úmida e pálida, além de respiração rápida.

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Possíveis riscos e complicações

A pressão arterial baixa pode ser mais do que um simples incômodo, representando riscos significativos para a saúde se não for adequadamente monitorada e tratada. 

Aqui estão algumas das principais complicações e riscos associados à pressão baixa:

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Quedas e lesões

A hipotensão pode causar tontura e vertigem, especialmente ao levantar-se rapidamente (hipotensão ortostática). Esses episódios de tontura podem levar a quedas, que são particularmente perigosas para idosos. As quedas podem resultar em lesões graves, como fraturas ósseas, contusões e até traumas cranianos. Para minimizar esse risco, é importante se levantar lentamente e usar apoios, se necessário.

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Choque

Hipotensão severa pode evoluir para uma condição potencialmente fatal chamada choque. O choque é uma emergência médica caracterizada pela insuficiência do sistema circulatório em fornecer oxigênio e nutrientes adequados aos tecidos do corpo. Isso pode levar à falência de múltiplos órgãos.

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Danos aos órgãos

A pressão arterial baixa crônica pode resultar em uma perfusão insuficiente dos órgãos vitais, levando a danos a longo prazo. Abaixo estão alguns dos órgãos que podem ser afetados:

✅ Coração – Hipotensão pode levar à isquemia do miocárdio, onde o coração não recebe oxigênio suficiente, aumentando o risco de insuficiência cardíaca.

✅ Cérebro – A baixa perfusão cerebral pode causar confusão, vertigem, desmaios e, em casos graves, danos neurológicos permanentes.

✅ Rins – A pressão baixa crônica pode reduzir a capacidade dos rins de filtrar resíduos e toxinas do sangue, potencialmente levando à insuficiência renal.

✅ Fígado – A redução no fluxo sanguíneo pode afetar a capacidade do fígado de metabolizar drogas e toxinas, além de prejudicar outras funções hepáticas.

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Problemas cognitivos

A hipotensão crônica pode afetar a função cognitiva, especialmente em idosos. Sintomas como dificuldade de concentração, perda de memória e sensação de confusão são comuns. Essas condições podem impactar significativamente a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias.

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Eventos cardiovasculares

Embora menos comum do que com hipertensão, a pressão arterial muito baixa também pode estar associada a eventos cardiovasculares; não como causa, mas como sintoma. A hipotensão pode ser um sinal de problemas como insuficiência cardíaca ou bradicardia, ambas as quais requerem manejo médico rigoroso.

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Tratamentos para pressão baixa

O tratamento da pressão arterial baixa (hipotensão) depende da causa relacionada e da gravidade dos sintomas. Aqui estão os principais métodos de tratamento que podem ser considerados:

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Ajustes na dieta

Em alguns casos, pode ser recomendado aumentar a ingestão de sal, pois o sódio ajuda a elevar a pressão arterial. No entanto, isso deve ser feito sob orientação médica, especialmente em pessoas com problemas cardíacos.

Comer em pequenas porções ao longo do dia pode ajudar a prevenir quedas de pressão após refeições grandes.

Beber bastante água é essencial para manter o volume sanguíneo e prevenir a hipotensão. Isotônicos também podem ser recomendados para reidratação.

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Mudanças no estilo de vida

Evite levantar-se rapidamente de uma posição sentada ou deitada. Levante-se devagar a fim de prevenir tonturas e desmaios. Meias de compressão podem ajudar a melhorar a circulação sanguínea e reduzir o acúmulo de sangue nas pernas, prevenindo a hipotensão ortostática. Além disso, dormir com a cabeceira da cama ligeiramente elevada pode ajudar a combater a pressão baixa ao acordar.

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Medicamentos

Quando mudanças na dieta e no estilo de vida não são suficientes, medicamentos podem ser prescritos para ajudar a aumentar a pressão arterial. Alguns ajudam a aumentar o volume sanguíneo, o que pode elevar a pressão arterial. Já outros têm o poder de  restringir os vasos sanguíneos, sendo útil no tratamento de hipotensão ortostática.

Aqui vale a ressalva SEMPRE contar com orientação médica para usar qualquer dessas medicações.

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Tratamento da causa relacionada

Se a hipotensão for causada por uma condição relacionada, o tratamento específico para essa condição é essencial:

✅ Problemas cardíacos – Medicamentos ou procedimentos para tratar condições cardíacas subjacentes, como insuficiência cardíaca ou arritmias.

✅ Desidratação – Administração de fluidos intravenosos para aumentar rapidamente o volume sanguíneo em casos de desidratação grave.

✅ Distúrbios endócrinos – Tratamento de doenças como hipotireoidismo ou insuficiência adrenal com hormônios substitutos.

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Intervenções em situações de emergência

Em casos de hipotensão severa ou choque, intervenções imediatas são necessárias, como a administração de fluidos intravenosos e, se necessário, transfusões de sangue para aumentar rapidamente o volume sanguíneo. 

Medicamentos vasopressores também podem ser usados em situações de emergência para aumentar rapidamente a pressão arterial e manter a perfusão adequada dos órgãos.

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Colesterol bom e ruim: qual a diferença?

O colesterol é uma substância gordurosa, essencial para a produção de hormônios e vitamina D e para o funcionamento do corpo, mas deve estar em níveis saudáveis.

Possíveis desequilíbrios nessas gorduras podem levar a problemas de saúde graves, inclusive com risco à vida. 

Entender a diferença entre o colesterol “bom” e “ruim” é crucial para manter a saúde cardiovascular em dia e prevenir doenças relacionadas. Por isso, listamos abaixo tudo o que você precisa saber sobre esse tema.

Acompanhe!

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O que é o colesterol?

O colesterol é um tipo de lipídio (gordura) encontrado em todas as células do corpo. Ele é necessário para a produção de hormônios, vitamina D e de substâncias que ajudam na digestão dos alimentos. 

Embora seja essencial, o colesterol em excesso pode se acumular nas paredes das artérias, levando a problemas cardíacos e outros distúrbios.

O termo “colesterol” na verdade se refere a diferentes tipos de gordura, que têm funções distintas no corpo e, portanto, devem estar dentro de níveis específicos. Confira quais são:

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Colesterol LDL

O colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade, traduzido do inglês) é frequentemente chamado de “colesterol ruim” porque altos níveis podem levar ao acúmulo de placas nas artérias, resultando em aterosclerose. 

A aterosclerose é uma condição na qual as artérias se estreitam e endurecem, aumentando o risco de ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVC).

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Colesterol HDL

O colesterol HDL (lipoproteína de alta densidade, traduzido do inglês) é conhecido como “colesterol bom” porque ajuda a remover o colesterol LDL das artérias, transportando-o de volta ao fígado, onde é processado e eliminado do corpo. 

Níveis elevados de HDL são associados a um menor risco de doenças cardiovasculares.

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Triglicerídeos

Triglicerídeos são o tipo mais comum de gordura no corpo. Eles armazenam energia proveniente da dieta e são usados como reserva energética entre as refeições. 

Níveis elevados de triglicerídeos estão associados a um maior risco de doenças cardiovasculares. Fatores como dieta rica em açúcar e gorduras, obesidade e sedentarismo podem elevar os níveis de triglicerídeos.

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Colesterol total

O colesterol total é a soma de todos os tipos de colesterol no sangue, incluindo LDL, HDL e uma fração de outros lipídios. É um indicador importante, mas não fornece uma visão completa da saúde cardiovascular sem considerar os níveis individuais de LDL e HDL.

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Diferenças entre colesterol bom e ruim

✅ Estrutura e função – enquanto o colesterol ruim (LDL) transporta colesterol do fígado para as células, o colesterol bom (HDL) remove o excesso de colesterol das células e o leva de volta ao fígado, ajudando a eliminá-lo.

✅ Efeitos no sistema cardiovascular – O LDL contribui para a formação de placas nas artérias, enquanto HDL ajuda a prevenir essa formação.

✅ Níveis ideais – Os níveis considerados ideais para os diferentes tipos de colesterol são (em mg/dL) de até 190 para o colesterol total, acima de 40 para o HDL e abaixo de 150 para os triglicerídeos. Já o LDL costuma ser avaliado levando em consideração o grau de risco de cada pessoa, devendo ficar abaixo de 130 para pacientes de baixo risco, abaixo de 100 para paciente de risco médio e abaixo de 70 para os de alto risco.

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O que influencia os níveis de colesterol?

Diversos fatores podem influenciar os níveis de colesterol em nosso organismo, em maior ou menor grau. Os principais são:

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Genética

A genética representa o principal fator a influenciar os níveis de colesterol. A herança genética afeta a maneira como o corpo processa e elimina o colesterol. Algumas pessoas herdam genes que causam hipercolesterolemia familiar, uma condição que resulta em níveis extremamente altos de colesterol LDL desde o nascimento. Esta condição aumenta significativamente o risco de doenças cardíacas e requer tratamento médico rigoroso.

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Dieta

Alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, como carnes gordurosas, laticínios integrais e alimentos fritos aumentam o colesterol considerado ruim (LDL).

Já alimentos ricos em gorduras insaturadas, como peixes gordurosos, nozes, sementes e azeite de oliva podem aumentar o colesterol bom (HDL).

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Estilo de vida

Exercícios físicos regulares – especialmente aeróbicos, como caminhadas, corridas, bicicleta e natação – podem ajudar a aumentar o HDL e a diminuir o LDL.

Já hábitos nocivos – como fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso – diminuem o HDL e aumentam o LDL. Algumas pesquisas indicam que o consumo moderado de vinho pode ajudar a aumentar o colesterol bom.

Condições médicas

Diabetes, obesidade e hipertensão são condições que podem alterar os níveis de colesterol, geralmente aumentando o LDL e diminuindo o HDL.

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Como controlar os níveis de colesterol

Várias ações podem ser tomadas para baixar ou controlar os níveis de colesterol, evitando que eles se alterem de forma perigosa.

Em relação à alimentação, inclua frutas, vegetais, grãos integrais e fontes de proteínas magras na dieta. Também procure consumir peixes ricos em ômega-3, aveia, nozes e azeite de oliva.

Torne parte de sua vida a prática regular de atividades aeróbicas, como caminhada, corrida e ciclismo. Isso aumenta o colesterol bom e reduz o ruim, além de melhorar a saúde cardiovascular de uma forma geral.

Outra possibilidade que pode ser adotada por seu(sua) médico(a) é o uso de medicamentos, como as estatinas, que reduzem o LDL e são frequentemente prescritas para pessoas com risco alto de doenças cardíacas, além dos inibidores de absorção de colesterol.

Manter níveis saudáveis de colesterol é essencial para a saúde cardiovascular e a prevenção de doenças graves. Entender a diferença entre colesterol bom (HDL) e ruim (LDL), os fatores que influenciam esses níveis e as maneiras de monitorar e controlar o colesterol pode fazer uma grande diferença na sua qualidade de vida. 

Além disso, consultas médicas regulares e um estilo de vida saudável são fundamentais para a manutenção da saúde cardíaca.

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Queimação no peito: o que pode ser e o que fazer?

Queimação no peito é o tipo de sintoma que sempre gera dúvidas e ansiedade, especialmente pelo receio de um problema cardíaco. Apesar das inúmeras possíveis causas, essa é sempre a principal preocupação.

Pensando nisso, listamos a seguir as principais causas para queimação no peito, por que isso acontece e quais os sinais que indicam que é hora de buscar ajuda médica.

Confira!

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Queimação no peito: entenda esse sintoma

A sensação de queimação no peito é um sintoma comum, que geralmente preocupa muito as pessoas. É essencial entender suas características para identificar corretamente o que está acontecendo e buscar ajuda médica o mais rápido possível. 

A queimação no peito pode ser sentida em diferentes áreas do tórax, incluindo o centro, os lados e até mesmo nas costas, com intensidade que pode variar de leve a severa e, em alguns casos, pode ser descrita como uma dor ardente ou uma sensação de pressão intensa.

A sensação de queimação pode ser temporária, durando apenas alguns minutos, ou persistente, prolongando-se por horas ou até dias. A frequência também varia; pode ocorrer esporadicamente ou ser um problema recorrente.

Certas atividades ou condições podem desencadear a queimação no peito. Comer alimentos específicos, realizar exercícios físicos ou mesmo momentos de estresse emocional intenso podem precipitar o sintoma.

É importante observar o que você estava fazendo ou sentindo antes da queimação começar, pois isso pode fornecer pistas valiosas para o diagnóstico posterior.

A queimação no peito pode vir acompanhada de outros sintomas, como falta de ar, palpitações, sudorese, náusea, ou tontura. A presença de sintomas adicionais pode ajudar a diferenciar entre várias condições, embora a identificação exata da causa deva ser feita por um médico.

Algumas pessoas notam que a queimação no peito piora ou melhora com a mudança de posição, como deitar-se ou inclinar-se para frente. Observar essas variações pode ser útil para o médico ao avaliar a natureza do problema.

Embora entender as características da queimação no peito possa ajudar a identificá-la melhor, é crucial lembrar que este sintoma não deve ser ignorado. 

Sempre que a queimação no peito for intensa, persistente ou acompanhada de outros sintomas preocupantes, procure ajuda médica imediatamente. Um especialista – de preferência um cardiologista – é a melhor pessoa para determinar a causa exata e recomendar o tratamento adequado.

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O que pode ser?

A queimação no peito pode ter diversas origens, cada uma com suas próprias características e implicações para a saúde. Entender essas causas é essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. 

Confira, a seguir, as principais causas que podem levar à sensação de queimação no peito:

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Refluxo gastroesofágico (DRGE)

A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das causas mais comuns de queimação no peito. Ocorre quando o ácido do estômago retorna para o esôfago, causando uma sensação de queimação conhecida como azia.

Como sintomas associados, podemos citar azia frequente, regurgitação, gosto amargo na boca, dificuldade para engolir. Em geral, é provocado por alimentos gordurosos, cítricos, cafeína, álcool, grandes refeições e deitar-se após comer.

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Angina

A angina é uma dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o coração, geralmente devido à doença arterial coronariana.

Como sintomas associados, estão a dor ou desconforto no peito, falta de ar, suor frio, náusea, dor que irradia para o braço, ombro, mandíbula ou costas. Em geral, é provocada por esforços físicos e estresse emocional.

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Infarto do miocárdio (ataque cardíaco)

O infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do coração é bloqueado por um período prolongado, causando dano ao músculo cardíaco.

Como sintomas associados, estão a dor intensa no peito, queimação, aperto ou pressão, falta de ar, sudorese, náusea, vômito, dor irradiada para outras partes do corpo.

Pode ocorrer sem causa aparente, mas fatores de risco incluem histórico de doença cardíaca, pressão alta, colesterol elevado e tabagismo.

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Espasmo esofágico

Espasmos esofágicos são contrações anormais e dolorosas do esôfago, que podem causar queimação no peito.

Como sintomas associados estão a dor intensa no peito, sensação de alimento preso na garganta e dificuldade para engolir. Costuma ser desencadeado por alimentos muito quentes ou muito frios, bebidas gasosas e estresse.

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Herpes-zóster (Cobreiro)

O herpes-zóster é uma infecção viral que pode causar dor e queimação no peito antes do aparecimento de uma erupção cutânea.

Como sintomas associados estão a dor e queimação em um lado do corpo, erupção cutânea e bolhas na pele. Trata-se de uma reativação do vírus da varicela (catapora), geralmente em pessoas mais velhas ou com sistema imunológico comprometido.

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Costocondrite

A costocondrite é a inflamação da cartilagem que conecta as costelas ao esterno, podendo causar dor e queimação no peito.

Como sintomas associados, há a presença de dor ao pressionar a área afetada, que piora com a respiração profunda ou movimentos do tronco. Em geral, o quadro é causado por traumas físicos, esforços repetitivos e infecções respiratórias.

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Ansiedade e ataques de pânico

A ansiedade e os ataques de pânico podem causar diversos sintomas físicos, incluindo a sensação de queimação no peito, que pode vir associada a palpitações, falta de ar, sudorese, tontura, sensação de desmaio e medo intenso.

Esse quadro costuma ser desencadeado por estresse emocional, situações de alta pressão e predisposição psicológica.

Identificar a causa exata da queimação no peito é crucial, pois cada condição requer um tratamento específico. Se você está experienciando esse sintoma, especialmente se acompanhado por outros sinais preocupantes, é vital buscar ajuda médica imediatamente. 

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O que fazer? Quando buscar ajuda médica?

A sensação de queimação no peito pode ser alarmante e, em alguns casos, indicar uma condição realmente séria, inclusive com risco à vida. Saber como reagir e quando buscar ajuda médica é essencial para garantir sua saúde e segurança.

Confira, a seguir, algumas medidas recomendadas nesse tipo de situação:

✅ A primeira coisa a fazer é tentar manter a calma. O estresse e a ansiedade podem agravar a sensação de queimação.

✅ Anote a localização da queimação, a intensidade, a duração e quaisquer outros sintomas que você esteja sentindo. Isso pode ajudar o médico a diagnosticar a causa com mais precisão.

✅ Interrompa qualquer atividade física intensa e descanse em uma posição confortável. Se possível, sente-se ou deite-se em uma posição que alivie a sensação.

✅ Beba água lentamente para ver se isso alivia a sensação de queimação, especialmente se você suspeita que o problema possa estar relacionado ao refluxo gastroesofágico.

✅ Não consuma alimentos ou bebidas que possam agravar a queimação, como alimentos gordurosos, picantes, cafeína ou álcool.

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Caso a queimação no peito venha acompanhada de certos sinais e sintomas, pode ser indicativa de uma condição mais séria, que requer atenção médica urgente. Os sinais de alerta incluem:

✅ Se a queimação no peito for extremamente intensa, parecida com uma dor opressiva, ou se surgir de repente sem causa aparente.

✅ Dificuldade para respirar ou sensação de falta de ar.

✅ Sudorese intensa e fria, especialmente se acompanhada de dor no peito.

✅ Sentir-se nauseado ou vomitar junto com a queimação no peito.

✅ Dor que se espalha para o braço, ombro, mandíbula ou costas.

✅ Sensação de palpitações ou batimentos cardíacos irregulares.

✅ Sensação de tontura, desmaio ou desorientação.

✅ Se você tem um histórico pessoal ou familiar de doenças cardíacas, qualquer sintoma no peito deve ser avaliado imediatamente por um profissional.

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O que fazer para prevenir?

Além de saber como reagir aos sintomas, é importante adotar medidas preventivas para reduzir o risco de problemas que possam causar queimação no peito:

✅ Mantenha uma dieta saudável, evitando alimentos que desencadeiam refluxo ou azia.

✅ Pratique exercícios físicos regularmente, mas evite exageros e sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer programa de exercícios.

✅ Adote técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação, ioga ou terapia.

✅ O fumo e o consumo excessivo de álcool são fatores de risco para várias condições sérias que podem causar queimação no peito.

✅ Faça check-ups regulares com seu médico para monitorar sua saúde geral e detectar precocemente quaisquer problemas.

A queimação no peito é um sintoma que não deve ser ignorado. Saber identificar os sinais de alerta e quando buscar ajuda médica pode ser crucial para a sua saúde. Adotar medidas preventivas e estar atento aos sintomas associados pode ajudar a evitar complicações sérias e garantir uma resposta rápida e eficaz se um problema surgir.

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Cardiomegalia: o que é, sintomas, causas e tratamentos!

A cardiomegalia é uma condição que faz com que o coração aumente de tamanho, levando a inúmeros problemas e riscos, de questões simples a graves.

Também são várias as possibilidades de causa para esse problema, o que faz com que seja necessária uma investigação detalhada da origem.

A seguir, vamos te explicar em detalhes o que é a cardiomegalia, quais os principais sintomas, causas e melhores tratamentos.

Confira!

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O que é cardiomegalia?

Cardiomegalia – também conhecida como “coração aumentado” – é uma condição em que o coração está maior do que o seu tamanho normal. Este aumento pode afetar todo o órgão ou apenas uma de suas câmaras. 

A cardiomegalia não é uma doença em si, mas sim um sinal de outra condição que está sobrecarregando o coração, fazendo com que ele cresça para compensar.

Existem diferentes graus de cardiomegalia, desde um ligeiro aumento até um crescimento significativo, e isso pode ter diferentes implicações na função cardíaca. Em alguns casos, o coração aumentado pode continuar a funcionar adequadamente, enquanto em outros pode levar a uma diminuição da capacidade do coração de bombear sangue eficientemente.

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Causas da cardiomegalia

A cardiomegalia pode ser causada por uma variedade de condições e fatores. Abaixo estão algumas das causas mais comuns:

Hipertensão (pressão alta): A alta pressão provocada nos vasos por conta da hipertensão faz o coração trabalhar mais para bombear sangue contra a resistência aumentada nas artérias. Com o tempo, esse esforço extra pode fazer com que o músculo cardíaco fique mais rígido e a câmara do coração se alargue.

✅ Doenças das válvulas cardíacas: Quando as válvulas do coração não funcionam corretamente (não fecham ou abrem totalmente), o coração precisa trabalhar mais para manter o fluxo sanguíneo, o que pode levar ao seu aumento.

✅ Cardiomiopatia: A cardiomiopatia dilatada é uma condição em que as câmaras do coração se expandem e se tornam fracas. Já a cardiomiopatia hipertrófica envolve o espessamento do músculo cardíaco, o que pode dificultar o bombeamento eficaz do sangue.

✅ Infartos do miocárdio: Ataques cardíacos repetidos podem danificar o músculo cardíaco, levando à cicatrização e ao enfraquecimento do coração, o que pode resultar em seu aumento.

✅ Insuficiência cardíaca: Quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo, ele pode aumentar de tamanho para tentar melhorar seu desempenho.

✅ Defeitos cardíacos congênitos: Algumas pessoas nascem com defeitos estruturais no coração que podem levar à cardiomegalia.

✅ Batimentos irregulares: Arritmias prolongadas, como a fibrilação atrial, podem fazer com que o coração se expanda devido à contração ineficaz e ao esforço adicional.

A cardiomegalia é um sinal de que algo está sobrecarregando o coração e causando seu aumento. Identificar a causa é crucial para a gestão adequada e a prevenção de complicações adicionais.

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Quais os principais sintomas?

Os possíveis sintomas relacionados a quadros de cardiomiopatia podem variar de tipo e intensidade, a depender da gravidade do quadro apresentado por cada pessoa. Entre os principais, podemos citar:

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Tontura ou desmaio

A falta de fluxo sanguíneo adequado para o cérebro, devido à insuficiência cardíaca, pode levar a tonturas ou mesmo desmaios em algumas pessoas com cardiomegalia. Isso geralmente ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às demandas do corpo.

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Fadiga

A fadiga associada à cardiomegalia pode ser persistente e debilitante. Isso ocorre porque o coração aumentado pode ter dificuldade em bombear sangue de forma eficaz para o resto do corpo. Como resultado, os músculos e órgãos podem não receber oxigênio e nutrientes adequadamente, levando à sensação de cansaço constante.

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Falta de ar

Também conhecida como dispneia, a falta de ar é comum em pessoas com cardiomegalia. Isso pode ocorrer devido à acumulação de líquido nos pulmões, uma condição chamada de edema pulmonar. O coração aumentado pode pressionar os pulmões, dificultando a respiração adequada.

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Inchaço

O inchaço, especialmente nas extremidades inferiores e no abdômen, é outro sintoma comum da cardiomegalia. Isso ocorre devido ao acúmulo de fluido no corpo, conhecido como edema. O coração alargado pode ter dificuldade em bombear sangue eficientemente, levando ao acúmulo de líquido nos tecidos.

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Palpitações

As palpitações são sensações de batimentos cardíacos rápidos, irregulares ou fortes. Em pessoas com cardiomegalia, isso pode ocorrer devido a anormalidades nos batimentos cardíacos causadas pelo coração aumentado.

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Desconforto no peito

Embora nem todas as pessoas com cardiomegalia experimentem dor no peito, algumas podem sentir uma sensação de pressão, aperto ou dor leve a moderada na região do peito. Isso pode ser devido à pressão exercida pelo coração alargado nos tecidos circundantes.

Estes sintomas podem variar em gravidade e frequência de acordo com a progressão da cardiomegalia e outras condições médicas subjacentes. Se você estiver experimentando qualquer um desses sintomas, é importante procurar orientação médica para uma avaliação completa e discussão sobre as opções de tratamento disponíveis.

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Cardiomegalia: diagnóstico e tratamentos

Devido à grande variedade de possíveis causas para a cardiomegalia, a investigação em geral envolve uma avaliação completa da saúde da pessoa e, em geral, é realizada por cardiologista

O exame físico pode mostrar sinais de cardiomegalia, como um som anormal do coração (sopro cardíaco), batimentos cardíacos irregulares, aumento do tamanho do coração ao examinar o peito ou sinais de fluido acumulado no corpo, como inchaço nas pernas e abdômen.

Exames de imagem – como radiografias de tórax, ecocardiograma e ressonância magnética cardíaca – podem ser realizados para confirmar o diagnóstico e avaliar o tamanho e a função do coração.

Outro exame de imagem importante é o eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração e pode ajudar a identificar padrões anormais que podem indicar cardiomegalia.

Exames laboratoriais de sangue podem ser realizados para avaliar os níveis de enzimas cardíacas e marcadores de danos no músculo cardíaco.

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Tratamentos para cardiomegalia

Já em relação aos possíveis tratamentos, as opções vão variar conforme a causa e a gravidade de cada caso apresentado:

✅ Medicamentos podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas e tratar as causas da cardiomegalia. Isso pode incluir diuréticos para reduzir o acúmulo de fluido, inibidores da ECA para diminuir a pressão arterial e medicamentos para fortalecer a função cardíaca.

✅ Mudanças no estilo de vida, como uma dieta saudável, exercícios regulares, evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool, podem ajudar a reduzir o risco de complicações e melhorar a saúde do coração.

✅ Em casos graves de cardiomegalia, pode ser necessária cirurgia para reparar válvulas cardíacas danificadas, remover tecido cicatricial ou corrigir outras anormalidades estruturais. Em alguns casos, um dispositivo médico, como um desfibrilador implantável ou um marca-passo, pode ser recomendado para ajudar a regular os batimentos cardíacos.

O acompanhamento médico regular – com cardiologista – é essencial para monitorar a progressão da condição, ajustar o tratamento conforme necessário e prevenir complicações.

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Cardiomiopatias: tipos, causas e como lidar com essas condições cardíacas

As cardiomiopatias podem ser de vários tipos e trazer diferentes riscos e sintomas. Suas causas podem variar e, com isso, as formas de tratamento.

Desde condições que não exigem maiores intervenções até aquelas que podem levar à necessidade de um transplante cardíaco, o que elas têm em comum é o fato de que devem ser avaliadas por um(a) cardiologista o quanto antes.

Se você quer saber mais sobre essas condições cardíacas, confira as informações a seguir.

O que são cardiomiopatias?

O que são cardiomiopatias?

As cardiomiopatias são doenças que afetam o músculo cardíaco (miocárdio), comprometendo a capacidade do coração de bombear sangue de maneira eficaz. A depender do tipo de miocardiopatia, essas condições podem resultar em um coração dilatado, espessado ou rígido, comprometendo sua função.

Entre os principais tipos de cardiomiopatias, podemos citar:

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Cardiomiopatia dilatada (CMD)

Caracteriza-se pela dilatação das cavidades do coração, particularmente do ventrículo esquerdo, acompanhada por uma diminuição na capacidade de contração do músculo cardíaco.

As principais causas para este tipo de cardiomiopatia são:

✅ Aproximadamente 30-50% dos casos são hereditários.

✅ Infecções virais, em que uma miocardite viral pode danificar o músculo cardíaco.

✅ Exposição a substâncias tóxicas, incluindo álcool excessivo, cocaína e alguns medicamentos de quimioterapia.

✅ Doenças sistêmicas, como sarcoidose e amiloidose.

Deficiência de vitaminas e minerais essenciais, como a vitamina B1 (tiamina).

✅ Distúrbios da tireoide, como hipertireoidismo ou hipotireoidismo.

Cardiomiopatia hipertrófica (CMH)

Provoca um espessamento anormal do músculo cardíaco, geralmente do ventrículo esquerdo, o que pode dificultar a saída de sangue do coração. Entre as principais razões para o surgimento dessa condição, estão:

✅ A maioria dos casos é hereditária, causada por mutações em genes que codificam proteínas do sarcômero do músculo cardíaco.

✅ Em alguns casos, a cardiomiopatia hipertrófica pode ocorrer devido a mutações genéticas espontâneas não herdadas.

Cardiomiopatia restritiva (CMR)

Nessa condição, o músculo cardíaco torna-se rígido e menos elástico, dificultando o enchimento adequado das câmaras do coração com sangue.

As principais causas para este tipo de cardiomiopatia são:

✅ Doenças infiltrativas, como amiloidose, sarcoidose e hemocromatose, nas quais substâncias anormais se acumulam no coração.

✅ Doenças do tecido conjuntivo, como esclerodermia e outros distúrbios autoimunes.

✅ Certos tratamentos para câncer, como radioterapia, podem causar cicatrização e rigidez do músculo cardíaco.

✅ Cicatrização ou inflamação das paredes internas do coração.

Cardiomiopatia arritmogênica do ventrículo direito (CAVD)

Uma forma rara de cardiomiopatia em que o músculo do ventrículo direito é substituído por tecido fibroso ou gorduroso, levando a arritmias. Os principais motivos são:

✅ Causas hereditárias, com mutações em genes que codificam proteínas das desmossomas, que são estruturas que mantêm as células musculares cardíacas unidas.

✅ Mutação espontânea, que pode ocorrer devido a mutações genéticas não hereditárias.

Como vimos, as causas das cardiomiopatias são variadas e frequentemente inter-relacionadas, destacando a importância de um diagnóstico preciso e de uma avaliação detalhada do histórico médico e familiar para determinar a origem da doença.

E quais os sintomas típicos? Como identificar?

Já os sintomas das cardiomiopatias podem variar em intensidade e frequência, afetando significativamente a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias. Reconhecer esses sinais é crucial para buscar avaliação médica e gerenciamento adequado. Confira os principais:

✅ Falta de ar (dispneia) – Dificuldade em respirar que pode ocorrer durante atividades físicas ou em repouso.

Fadiga Sensação persistente de cansaço e falta de energia.

✅ Inchaço (edema) – Acumulação de líquidos, principalmente nos pés, tornozelos e pernas.

✅ Palpitações – Sensação de batimentos cardíacos rápidos, fortes ou irregulares.

✅ Dor no peito – Desconforto ou dor no peito, especialmente durante atividades físicas.

✅ Tontura e desmaios – Sensação de tontura ou episódios de desmaios, especialmente após esforço físico.

Cardiomiopatias: diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de cardiomiopatias em geral é feito por cardiologistas e envolve uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem. Aqui estão os principais métodos usados para diagnosticar essas condições:

História médica e exame físico

Entre as principais ações tomadas pelos(as) cardiologistas, está a avaliação de antecedentes familiares de cardiomiopatias, doenças cardíacas ou de morte súbita. Nessa avaliação também é feita uma discussão detalhada dos sintomas do paciente, como falta de ar, fadiga, palpitações e dor no peito.

Além disso, são buscados sinais de insuficiência cardíaca, como edema (inchaço) nas pernas e nos tornozelos, e sons cardíacos anormais.

Eletrocardiograma (ECG)

Eletrocadiograma é um exame que registra a atividade elétrica do coração e detecta anormalidades no ritmo cardíaco, hipertrofia ventricular e sinais de infarto prévio.

Ecocardiograma

Espécie de exame de ultrassom do coração. Avalia a estrutura e função do coração, incluindo a espessura das paredes cardíacas, tamanho das câmaras e a eficácia da função de bombeamento.

Ressonância magnética cardíaca

Um dos exames mais sofisticados disponíveis, fornece imagens detalhadas do coração, avaliando a estrutura do músculo cardíaco, detecção de fibrose, inflamação e outros danos.

Testes de esforço

O teste de esforço consiste no monitoramento do comportamento do coração e da pressão arterial, enquanto o(a) realiza exercícios físicos. Avalia a resposta do coração ao esforço e a presença de isquemia (falta de suprimento sanguíneo).

Cateterismo cardíaco

Consiste na inserção de um cateter nas artérias coronárias e no coração. Visa medir a pressão nas câmaras cardíacas e obter imagens detalhadas das artérias coronárias (angiografia).

Biópsia endomiocárdica

Procedimento que consiste na retirada de uma pequena amostra do músculo cardíaco, a fim de diagnosticar certas causas de cardiomiopatia, como miocardite ou doenças infiltrativas.

Testes genéticos

Com o advento da biologia molecular, hoje é possível estabelecer o diagnóstico de cardiomiopatias hereditárias e fazer orientação para aconselhamento familiar, por meio da análise do DNA para mutações genéticas específicas.

Já o tratamento das cardiomiopatias varia conforme o tipo e a gravidade da doença, bem como os sintomas apresentados pelo paciente. Aqui estão as principais abordagens terapêuticas:

Mudanças no estilo de vida

Algumas mudanças nos hábitos de vida são importantes como:

✅ Reduzir o consumo de sal, gordura e colesterol. Incluir frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras.

✅ Praticar atividades físicas regulares conforme orientação médica.

✅ Não fumar ou interromper o hábito é fundamental para melhorar a saúde cardiovascular.

✅ Manter um peso saudável.

Uso de medicamentos

Em alguns casos pode ser necessário o uso de podem ser utilizadas medicações específicas, como:

Betabloqueadores – Reduzem a frequência cardíaca e a pressão arterial, melhorando a função cardíaca.

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) – Diminuem a pressão arterial e reduzem o estresse no coração.

Diuréticos – Ajudam a reduzir o acúmulo de líquidos e a aliviar o edema.

Anticoagulantes – Previnem a formação de coágulos sanguíneos em pacientes com risco de trombose.

Antiarrítmicos – Controlam ritmos cardíacos anormais.

Dispositivos médicos

Em casos mais severos de miocardiopatias, pode ser necessária a instalação de dispositivos, como:

Marcapasso Ajuda a regular o ritmo cardíaco em pacientes com bradicardia (batimentos cardíacos lentos).

Desfibrilador cardioversor implantável – Monitora e corrige ritmos cardíacos potencialmente fatais.

Dispositivos de assistência ventricular – Ajudam o coração a bombear sangue em casos de insuficiência cardíaca grave.

Procedimentos cirúrgicos

Alternativa geralmente adotada para os casos que não respondem adequadamente às condutas anteriores, os procedimentos cirúrgicos podem ser: 

Miomectomia septal – Remoção cirúrgica de parte do músculo cardíaco espessado em casos de cardiomiopatia hipertrófica.

Transplante de coração – Considerado em casos de insuficiência cardíaca terminal onde outros tratamentos falharam.

Terapias invasivas

Ablação por cateter – Utilizada para tratar arritmias ao destruir pequenas áreas do tecido cardíaco que causam ritmos anormais.

Ressincronização cardíaca – Terapia com marcapasso biventricular para coordenar melhor as contrações do coração em pacientes com insuficiência cardíaca.

O diagnóstico das cardiomiopatias envolve uma combinação de histórico médico, exames físicos e uma variedade de exames laboratoriais e de imagem. O tratamento é personalizado e deve ser iniciado assim que os primeiros sintomas forem percebidos, a fim de buscar evitar o agravamento do quadro.

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Cigarro faz mal para o coração? Entenda esse risco!

Que o hábito de fumar traz muitos riscos e doenças à saúde todos já sabem. O que muitos ainda não conhecem é o quanto o cigarro faz mal para o coração especificamente.

As doenças cardiovasculares são hoje a principal causa de mortes em todo o mundo, superando as mortes por câncer ou por acidentes de trânsito. E fumar colabora diretamente para isso.

Por toda essa importância, vamos mostrar a seguir todos os riscos do cigarro – tradicional e eletrônico – para o coração, que provavelmente você ainda não sabia.

Confira!

Afinal, cigarro faz mal para o coração?

Afinal, cigarro faz mal para o coração?

O cigarro tem inúmeros efeitos prejudiciais sobre o coração e o sistema cardiovascular, sendo que os compostos químicos presentes no tabaco e na fumaça são os principais responsáveis por esses danos. Os principais efeitos e mecanismos de ação são:

Aumento da frequência cardíaca e pressão arterial

A nicotina – um dos componentes mais conhecidos do cigarro – estimula a liberação de adrenalina, um hormônio que aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Esse efeito crônico pode levar a um desgaste adicional do coração.

Diminuição do fornecimento de oxigênio

O monóxido de carbono, presente na fumaça do cigarro, se liga à hemoglobina no sangue, formando a substância carboxi-hemoglobina, que reduz a capacidade do sangue de transportar oxigênio. Com menos oxigênio disponível, o coração precisa trabalhar mais para fornecer o oxigênio necessário aos tecidos.

Oxidação do colesterol LDL

Componentes do cigarro promovem a oxidação das lipoproteínas de baixa densidade (LDL), levando à formação de placas nas paredes arteriais. Essas placas restringem o fluxo sanguíneo e podem causar endurecimento das artérias.

Inflamação

Substâncias como os radicais livres aumentam a inflamação nos vasos sanguíneos, contribuindo para a progressão da aterosclerose, que é a formação de placas no interior dos vasos sanguíneos.

Disfunção endotelial

O endotélio é a camada interna dos vasos sanguíneos, essencial para a regulação do fluxo sanguíneo e da pressão arterial. Substâncias tóxicas do cigarro, como os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAPs), danificam essa camada, prejudicando sua função.

Aumento da coagulabilidade do sangue

O tabagismo aumenta a produção de substâncias pró-coagulantes, como fibrinogênio, e reduz a atividade de substâncias anticoagulantes. Isso aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos.

Efeitos adrenérgicos

Certas substâncias presentes no cigarro estimulam o sistema nervoso simpático, aumentando a liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), que elevam a frequência cardíaca e a pressão arterial. Além disso, causam constrição dos vasos sanguíneos, aumentando a resistência vascular e a pressão arterial.

Hipóxia tecidual

A substância monóxido de carbono reduz a capacidade de transporte de oxigênio do sangue, levando à hipóxia (redução da chegada de oxigênio nos tecidos), o que força o coração a trabalhar mais intensamente para compensar a falta de oxigênio.

Esses – e muitos outros – mecanismos interagem e se potencializam, amplificando os danos ao coração e ao sistema cardiovascular. A combinação desses efeitos resulta em uma sobrecarga contínua para o sistema cardiovascular, aumentando significativamente o risco de eventos cardíacos, como infarto agudo do miocárdio.

Cigarro e doenças cardiovasculares

O cigarro pode provocar ou contribuir para o agravamento de várias doenças cardiovasculares, entre as quais se destacam:

✅ Infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco) – Ocorre quando uma ou mais artérias coronárias ficam bloqueadas, levando à morte do tecido cardíaco devido à falta de oxigênio. O fumo contribui para a formação de placas ateroscleróticas e aumenta o risco de rompimento dessas placas, causando um infarto.

✅ Angina – Dor no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o coração. Fumantes têm maior probabilidade de desenvolver angina devido à aterosclerose e ao espasmo das artérias coronárias.

✅ AVC isquêmico – O tipo mais comum de derrame, causado por um coágulo que bloqueia o fluxo sanguíneo para o cérebro. O tabagismo aumenta a coagulabilidade do sangue e promove a aterosclerose nas artérias cerebrais.

✅ AVC hemorrágico – Menos comum, mas grave, causado pelo rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro. O fumo enfraquece as paredes arteriais, aumentando o risco de ruptura.

✅ Claudicação intermitente – Dor nas pernas ao caminhar, devido ao fluxo sanguíneo insuficiente. O cigarro contribui para a aterosclerose nas artérias periféricas, restringindo o fluxo sanguíneo para os membros inferiores.

✅ Aneurisma da aorta abdominal – Dilatação anormal da aorta, a principal artéria do corpo. O tabagismo é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de aneurismas, devido ao enfraquecimento das paredes arteriais.

Hipertensão (pressão alta) – O tabagismo crônico aumenta a pressão arterial de forma sustentada, devido à vasoconstrição e ao aumento da rigidez arterial. Isso eleva o risco de várias complicações cardiovasculares.

Insuficiência cardíaca Condição em que o coração não consegue bombear sangue de forma eficaz. O tabagismo contribui para a disfunção cardíaca por meio de danos diretos ao músculo cardíaco e pela promoção de doenças coronarianas.

✅ Tromboembolismo venoso – Formação de coágulos nas veias profundas, frequentemente nas pernas, que podem se deslocar para os pulmões. O tabagismo aumenta a coagulabilidade do sangue, elevando o risco de trombose.

✅ Doença arterial renal – Estreitamento das artérias que fornecem sangue aos rins, levando à hipertensão renovascular e insuficiência renal. O tabagismo promove a aterosclerose nas artérias renais.

✅ Gangrena – Necrose de tecidos devido à falta de fluxo sanguíneo, podendo levar à amputação. O fumo agrava a aterosclerose e a obstrução das artérias periféricas, exacerbando esta condição.

Essas doenças são interligadas e muitas vezes coexistem em fumantes, aumentando o risco geral de morbidade e mortalidade cardiovascular. A interrupção do tabagismo é uma das intervenções mais eficazes para reduzir esses riscos e melhorar a saúde cardiovascular.

Mesmo pessoas que fumam há muitos anos podem se beneficiar da suspensão desse hábito. Nunca é tarde para tomar essa decisão!

Cigarro eletrônico também é perigoso?

Cigarro eletrônico também é perigoso?

Os cigarros eletrônicos – ou vapers – são frequentemente erroneamente considerados menos prejudiciais do que os cigarros tradicionais, mas eles representam riscos significativos para a saúde. 

Assim como os cigarros tradicionais, muitos líquidos utilizados em cigarros eletrônicos contêm nicotina, uma substância altamente viciante. A exposição à nicotina pode levar à dependência, dificultando a cessação do uso.

Além disso, a nicotina pode aumentar a pressão arterial e a frequência cardíaca, contribuindo para problemas cardiovasculares. Estudos indicam que a nicotina pode promover a aterosclerose e causar disfunção endotelial, aumentando o risco de doenças cardiovasculares.

A inalação de vapores dos cigarros eletrônicos pode causar inflamação e danos aos pulmões. Substâncias químicas presentes nos líquidos – como propilenoglicol e glicerina vegetal – podem gerar compostos irritantes quando aquecidos, potencialmente causando doenças respiratórias crônicas, como bronquite e asma.

Os líquidos dos cigarros eletrônicos também contêm substâncias químicas prejudiciais, incluindo compostos voláteis, metais pesados (como níquel, estanho e chumbo) e aldeídos (como formaldeído e acetaldeído), que são liberados durante o processo de vaporização e podem ser tóxicos e cancerígenos.

Alguns desses dispositivos também contêm diacetil, uma substância usada para dar sabor a alimentos, mas que pode causar uma condição pulmonar grave, conhecida como bronquiolite obliterante, quando inalada. Esta condição é caracterizada por cicatrizes nos pequenos sacos de ar dos pulmões, levando a tosse crônica e falta de ar.

Finalmente, a exposição à nicotina durante a adolescência pode prejudicar o desenvolvimento cerebral, afetando áreas responsáveis pela atenção, aprendizagem e controle de impulsos. Isso pode levar a problemas cognitivos e comportamentais duradouros.

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Fibrilação atrial: sintomas, diagnóstico e opções de tratamento 

A fibrilação atrial é uma alteração no ritmo e frequência dos batimentos do coração, geralmente causada por uma desorganização da atividade elétrica cardíaca.

Enquanto que, em algumas pessoas, isso pode não provocar qualquer sintoma, em outras podem causar desconfortos intensos, inclusive com risco à vida.

Se você quer saber mais sobre esse problema, por que ele ocorre, aprender a identificar seus sinais e sintomas e entender como é feito o tratamento, confira as informações abaixo!

O que é fibrilação atrial?

O que é fibrilação atrial?

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia cardíaca, ou seja, uma irregularidade no ritmo dos batimentos do coração. Especificamente, trata-se de um distúrbio na atividade elétrica dos átrios, que são as duas câmaras superiores do coração. 

O que é fibrilação atrial?

Normalmente, o coração bate de maneira regular, coordenada pelo nó sinoatrial, que envia sinais elétricos através dos átrios para os ventrículos (as câmaras inferiores), causando contrações ritmadas, que bombeiam o sangue de maneira eficiente.

Na fibrilação atrial, o funcionamento coordenado dos átrios é interrompido por sinais elétricos desorganizados e rápidos. Este processo pode ser descrito em mais detalhes da seguinte forma:

✅ Em condições normais, o nó sinoatrial gera impulsos elétricos que se espalham de maneira organizada através dos átrios, provocando suas contrações. Em um quadro de fibrilação atrial, múltiplos focos de sinais elétricos desorganizados se originam nos átrios. Isso faz com que eles fibrilem (tremam), em vez de se contraírem de maneira eficiente.

✅ Devido à fibrilação, os átrios não conseguem bombear o sangue de forma eficaz para os ventrículos. Em vez disso, o sangue pode se acumular e formar coágulos dentro dos átrios. 

✅ Esse batimento rápido e irregular pode ser sustentado por um circuito elétrico anormal ou por múltiplos focos de atividade elétrica anômala.

✅ Os sinais elétricos desorganizados dos átrios passam para os ventrículos de maneira irregular e muitas vezes rápida, levando a uma resposta ventricular rápida e irregular. Essa resposta ventricular irregular pode comprometer a capacidade do coração de bombear sangue de maneira eficiente para o corpo.

✅ Devido à contração ineficaz dos átrios e ao batimento irregular dos ventrículos, a quantidade de sangue que sai do coração para o corpo (débito cardíaco) pode ser reduzida.

✅ A estase sanguínea nos átrios pode aumentar o risco de formação de coágulos, que podem se deslocar e causar complicações graves, como acidente vascular cerebral (AVC).

A fibrilação atrial é, portanto, uma desorganização da atividade elétrica normal dos átrios, resultando em uma contração ineficaz dessas câmaras e uma resposta irregular dos ventrículos. 

Essa condição pode comprometer significativamente a eficiência do bombeamento de sangue pelo coração, aumentando o risco de formação de coágulos sanguíneos e outras complicações cardiovasculares.

Quais os sinais e sintomas?

Quais os sinais e sintomas?

A fibrilação atrial (FA) pode se manifestar de várias maneiras, e os sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Alguns indivíduos podem ser assintomáticos, enquanto outros podem apresentar sintomas significativos que afetam sua qualidade de vida. 

Abaixo estão os sinais e sintomas mais comuns associados à fibrilação atrial:

✅ Palpitações – Sensação de batimentos cardíacos rápidos, irregulares ou fortes. Pode ser descrita como uma sensação de tremulação ou vibração no peito.

Fadiga – Sensação persistente de cansaço e falta de energia. Pode ocorrer devido à eficiência reduzida do coração em bombear sangue.

Falta de ar (dispneia) – Dificuldade em respirar, especialmente durante atividades físicas ou ao deitar-se. Pode ser devido ao acúmulo de sangue nos pulmões ou à redução do débito cardíaco.

Tontura ou vertigem – Sensação de desequilíbrio ou vertigem. Pode ser resultado da redução do fluxo sanguíneo para o cérebro. 

✅ Dor ou desconforto no peito – Sensação de aperto, pressão ou dor no peito. Pode ser confundida com sintomas de angina ou ataque cardíaco.

✅ Fraqueza – Sensação geral de fraqueza ou cansaço extremo. Muitas vezes está associada à diminuição da capacidade de realizar atividades físicas. 

✅ Intolerância a exercícios – Dificuldade em realizar atividades físicas que antes eram toleradas sem problemas. A intolerância ao exercício pode ser um dos primeiros sinais notados.

✅ Confusão mental ou dificuldade de concentração – Dificuldade em focar ou manter a clareza mental. Pode ocorrer devido ao fluxo sanguíneo inadequado para o cérebro.

✅ Sensação de desmaio (pré-síncope) ou desmaio (síncope) – Sensação de que vai desmaiar ou desmaio real. O desmaio é menos comum, mas pode ocorrer em casos de resposta ventricular extremamente rápida ou outras complicações.

A identificação precoce desses sintomas é crucial para o manejo e controle adequados da condição.

Fibrilação atrial: diagnóstico e tratamentos

Fibrilação atrial: diagnóstico e tratamentos

A fibrilação atrial (FA) requer uma abordagem cuidadosa para diagnóstico e tratamento, a fim de controlar a arritmia, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do(a) paciente. 

Diagnóstico da fibrilação atrial

Cardiologistas são os(as) especialistas encarregados de diagnosticar e tratar quadros de fibrilação atrial. Para isso, em geral é colhida a história clínica e o exame físico do(a) paciente, especialmente em relação a sintomas, histórico médico, histórico familiar de doenças cardíacas e fatores de risco. 

Também costuma ser feita a medição da pressão arterial, ausculta cardíaca para detectar irregularidades no ritmo cardíaco e exame de outros sinais vitais.

Exames de imagem também são realizados, em especial o eletrocardiograma (ECG), que é o principal exame para diagnosticar a FA, uma vez que registra a atividade elétrica do coração e mostra a irregularidade e a rapidez dos batimentos atriais, inclusive com a realização do Holter, que é o eletrocardiograma realizados durante 24h, para monitoramento contínuo do ritmo cardíaco ao longo de todo o dia, a fim de detectar episódios intermitentes de fibrilação atrial.

O exame de ecocardiograma transtorácico também é importante para o diagnóstico. Essa avaliação utiliza ultrassom para criar imagens do coração e verificar o funcionamento das válvulas e das câmaras cardíacas, além de avaliar a presença de coágulos.

Tratamentos para a fibrilação atrial

Os objetivos do tratamento da FA são controlar a frequência cardíaca, restaurar o ritmo normal, prevenir a formação de coágulos sanguíneos e tratar quaisquer condições subjacentes. Para isso, podem ser tomadas medidas de:

✅ Controle da frequência cardíaca – Uso de medicamentos como  betabloqueadores, que ajudam a reduzir a frequência cardíaca; bloqueadores dos canais de cálcio, que reduzem a frequência cardíaca e ajudam a controlar a pressão arterial; além de medicações como digoxina, que podem ser usadas para controlar a frequência cardíaca em repouso.

✅ Controle do ritmo cardíaco – Em quadros mais graves e agudos, podem ser realizados procedimentos de cardioversão elétrica, que é a aplicação de um choque elétrico no coração para restaurar o ritmo normal, ou ainda o uso de medicamentos antiarrítmicos, para restaurar o ritmo normal.

✅ Prevenção de coágulos sanguíneos – A formação de coágulos está entre as principais preocupações de um quadro de fibrilação atrial. Para evitar ou reverter isso, podem ser usados medicamentos anticoagulantes.

✅ Procedimentos invasivos – Em quadros mais severos, podem ser necessários procedimentos como a ablação por radiofrequência (ou crioablação), que causa a destruição de pequenas áreas do tecido cardíaco responsável pelos sinais elétricos anormais, realizada através de um cateter inserido nas veias do coração; ou ainda a cirurgia de Maze, que cria cicatrizes no átrio para interromper os sinais elétricos anormais.

Marcapasso Em casos de FA persistente, com resposta ventricular lenta, um marcapasso pode ser implantado para garantir uma frequência cardíaca adequada.

O diagnóstico da fibrilação atrial envolve uma combinação de história clínica, exames físicos e diversos testes diagnósticos, como eletrocardiograma e ecocardiograma. O tratamento da FA é multifacetado, incluindo o uso de medicamentos para controlar a frequência e o ritmo cardíaco, anticoagulantes para prevenir coágulos sanguíneos, procedimentos invasivos como ablação por cateter e mudanças no estilo de vida. 

A abordagem terapêutica deve ser individualizada, levando em consideração os sintomas do(a) paciente, a presença de outras condições médicas e os riscos associados. Consultar um(a) cardiologista é essencial para determinar o melhor plano de manejo para cada caso.

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Sono saudável: dicas para melhorar a qualidade e proteger sua saúde!

Ter um sono saudável é algo essencial se você quer ter uma vida cheia de energia, motivação e longe de doenças.

Mas, afinal, o que é um sono de qualidade? Tem a ver apenas com a quantidade de horas que dormimos? E quais problemas podem surgir quando não damos ao nosso organismo o sono que ele necessita?

Se você quer ter melhores noites de sono e consequentemente mais qualidade de vida, listamos abaixo dicas e orientações que farão toda diferença.

Confira!

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Afinal, o que é um sono saudável?

Muito se fala sobre a importância de ter um sono saudável, mas pouco se explica o que, na verdade, significa ter um sono de boa qualidade. 

Um sono saudável é caracterizado por vários fatores, que contribuem para a restauração física e mental adequadas. 

Primeiramente, a quantidade de sono necessária varia conforme a idade. Adultos geralmente precisam de 7 a 9 horas por noite, enquanto crianças e adolescentes necessitam de mais, devido ao seu desenvolvimento e crescimento.

A qualidade do sono também é crucial. Isso inclui a capacidade de adormecer em até 30 minutos após ir para a cama e dormir continuamente sem interrupções frequentes ou prolongadas. Acordar não mais do que uma vez por noite e voltar a dormir em até 20 minutos é considerado normal.

Além disso, um sono saudável é aquele que segue um padrão regular, o que significa ir para a cama e acordar aproximadamente no mesmo horário todos os dias, incluindo fins de semana e dias de folga. Isso ajuda a regular o relógio biológico e promove um sono melhor.

Finalmente, acordar sentindo-se descansado e alerta, capaz de permanecer acordado e funcional durante o dia, indica que o sono foi restaurador e de boa qualidade. Esses aspectos combinados definem o que é considerado um sono saudável.

Cardiologista em Brasília (DF)

Colesterol alto: o que pode causar no corpo?

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O que a falta de sono pode causar?

A má qualidade do sono pode trazer uma série de riscos e malefícios para a saúde, tanto física quanto mental. Aqui estão alguns dos principais problemas associados:

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Problemas cardiovasculares

A privação de sono tem sido associada a um risco aumentado de problemas cardíacos, como hipertensão, infarto do miocárdio e AVC. Isso ocorre porque a falta de sono pode levar a alterações na pressão arterial e inflamação.

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Obesidade e metabolismo

A falta de sono afeta os hormônios que regulam a fome e a saciedade, especificamente aumentando a grelina (que estimula o apetite) e diminuindo a leptina (que ajuda a sentir-se cheio). Isso pode levar ao aumento de peso e a maior risco de obesidade.

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Diabetes tipo 2

A privação de sono pode influenciar a forma como o corpo processa a glicose, o que pode contribuir para a resistência à insulina e aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2.

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Problemas de saúde mental

O sono insuficiente está ligado a várias questões de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e distúrbios do humor. A falta de sono pode afetar o processamento emocional e a regulação do humor.

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Comprometimento cognitivo e memória

A falta de sono pode afetar negativamente a cognição, a concentração, o raciocínio lógico e a memória. Durante o sono, especialmente durante o sono REM, ocorrem processos importantes relacionados à consolidação da memória e ao aprendizado.

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Sistema imunológico

A privação de sono pode enfraquecer o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a infecções.

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Desempenho e segurança

A falta de sono pode reduzir a vigilância e aumentar o risco de acidentes de trabalho e de trânsito. A fadiga é uma das principais causas de acidentes graves.

Portanto, a má qualidade do sono não apenas diminui a qualidade de vida, mas também aumenta significativamente o risco de várias doenças e condições de saúde graves.

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Dicas de como melhorar a qualidade do seu sono

Melhorar a qualidade do sono é essencial para a saúde geral e bem-estar. Confira algumas dicas práticas que podem ajudar a alcançar um sono mais reparador:

✅ Consistência no horário: Tente ir para a cama e acordar no mesmo horário todos os dias, inclusive nos finais de semana. Isso ajuda a regular o seu relógio biológico e facilita o adormecimento e o despertar.

✅ Ambiente propício: Mantenha seu quarto confortável, fresco, silencioso e escuro. Investir em cortinas blackout, usar tampões de ouvido ou um aparelho de som ambiente (como um ventilador ou ruído branco) pode também ajudar.

✅ Evite estimulantes: Evite cafeína, nicotina e outros estimulantes nas horas que antecedem o sono. Essas substâncias podem interferir na capacidade de adormecer.

✅ Desligue as telas: Tente desligar dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets e televisores pelo menos uma hora antes de dormir. A luz azul emitida por essas telas pode perturbar a produção natural de melatonina, o hormônio que sinaliza ao corpo que é hora de dormir.

✅ Crie uma rotina pré-sono: Desenvolva uma rotina relaxante antes de dormir para ajudar a sinalizar ao seu corpo que é hora de descansar. Isso pode incluir ler um livro, tomar um banho quente, meditar ou praticar técnicas de respiração.

✅ Atividade física: A atividade física regular pode ajudar a promover um sono mais profundo. No entanto, evite exercícios intensos perto da hora de dormir, pois isso pode ter o efeito oposto.

✅ Cuide da alimentação: Evite refeições pesadas, bebidas alcoólicas e muitos líquidos nas horas que antecedem o sono. Esses podem interromper o sono durante a noite.

✅ Gestão do estresse: O estresse e as preocupações podem impedir uma boa noite de sono. Práticas como yoga, meditação ou escrever um diário podem ajudar a gerenciar o estresse.

Caso as dificuldades de sono persistam, apesar das mudanças de hábitos, pode ser útil consultar um médico ou especialista em sono. Eles podem avaliar se há alguma condição associada que esteja precisando de tratamento.

Se você adotar essas dicas em seu dia a dia, certamente vai melhorar a qualidade do seu sono, resultando em melhor saúde e maior energia durante o dia.

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