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Condição relativamente comum em boa parte das gestantes, a pressão alta na gravidez é algo que, se não for bem acompanhado e tratado, pode levar a enormes riscos para a mãe e para o bebê.

Como a hipertensão costuma ser uma “doença silenciosa”, ou seja, não costuma dar muitos sinais, torna-se algo ainda mais perigoso.

A seguir você vai saber tudo sobre o tema, como suas causas, riscos e formas de tratamento.

Boa leitura!

Por que a pressão pode subir na gravidez?

Durante a gestação, é comum que a pressão arterial aumente em algumas mulheres devido a várias alterações fisiológicas que ocorrem no corpo durante esse período.

Algumas das razões pelas quais a pressão pode subir durante a gestação incluem:

Aumento do volume sanguíneo

Durante a gravidez, o corpo produz mais sangue para fornecer nutrientes e oxigênio ao feto em crescimento. Esse aumento do volume sanguíneo pode levar a um aumento temporário da pressão arterial.

Alterações hormonais

Hormônios, como o estrogênio e a progesterona, que desempenham um papel importante na gravidez, também podem afetar o sistema cardiovascular, contribuindo para o aumento da pressão arterial.

Estresse oxidativo

Durante a gestação, ocorrem mudanças no equilíbrio entre os antioxidantes e os radicais livres no corpo, o que pode levar a um estado de estresse oxidativo. Isso pode afetar a função vascular e contribuir para o aumento da pressão arterial.

Pré-eclâmpsia

Em alguns casos, o aumento da pressão arterial durante a gravidez pode ser um sinal de pré-eclâmpsia, uma condição caracterizada por pressão arterial elevada e presença de proteína na urina, após a 20ª semana de gestação. 

A pré-eclâmpsia é uma condição séria, que requer monitoramento médico e pode representar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

É importante que as mulheres grávidas monitorem regularmente sua pressão arterial durante a gestação e comuniquem quaisquer alterações ao médico obstetra. 

O acompanhamento médico adequado durante a gravidez é essencial para garantir a saúde da mãe e do bebê e para detectar precocemente quaisquer complicações potenciais, como a pré-eclâmpsia.

Veja também:

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Sintomas de pressão alta na gravidez

Quando a alteração da pressão arterial ocorre de forma moderada, não se tornando muito extrema, é algo que não traz grandes riscos, mas que deve ser acompanhado de perto pelo obstetra e, se preciso, por outros profissionais.

O grande risco da pressão alta durante a gestação é a pré-eclâmpsia; condição potencialmente grave, que pode levar a riscos extremos para a mãe e para o bebê. 

Alguns possíveis sintomas de pré-eclâmpsia podem incluir:

✅ Proteína na urina: A presença de proteína na urina, detectada através de exames de urina de rotina, pode ser um sinal de pré-eclâmpsia.

✅ Edema: Inchaço repentino das mãos, face, pernas ou pés pode ocorrer, embora seja comum durante a gravidez, quando associado a outros sintomas pode indicar também a condição.

✅ Dores de cabeça persistentes: Dores de cabeça intensas ou persistentes podem ser um sinal de hipertensão gestacional, especialmente se não forem aliviadas com analgésicos comuns.

✅ Visão turva ou alterações visuais: Visão turva, pontos cegos, sensibilidade à luz ou outros distúrbios visuais podem ocorrer como resultado de complicações da pressão alta, como a pré-eclâmpsia.

✅ Náuseas ou vômitos graves: Náuseas ou vômitos são comuns durante gestações, especialmente por volta do primeiro trimestre. No entanto, quando se tornam persistentes, especialmente após a 20ª semana de gravidez, são um sinal vermelho importante.

✅ Dor abdominal superior: Dor abdominal localizada na parte superior do abdômen, abaixo das costelas, pode ser um sinal de problemas hepáticos associados à pré-eclâmpsia.

É importante notar que alguns desses sintomas também podem ser comuns durante a gravidez normal. No entanto, se uma mulher grávida experimentar quaisquer sinais de alerta ou sintomas preocupantes, ela deve informar imediatamente seu médico obstetra para avaliação e monitoramento adequados.

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Cardiologista em Brasília (DF)

Quais os riscos?

A hipertensão arterial durante a gravidez, especialmente quando não controlada adequadamente, pode representar vários riscos para a saúde da mãe e do bebê. Alguns dos possíveis riscos associados à pressão alta na gravidez incluem:

Pré-eclâmpsia

Como dito acima, a hipertensão gestacional pode progredir para pré-eclâmpsia; condição grave, caracterizada por pressão arterial elevada, presença de proteína na urina e disfunção de órgãos, como fígado e rins. 

A pré-eclâmpsia pode representar riscos sérios para a saúde da mãe e do bebê, incluindo eclâmpsia, convulsões, insuficiência renal, descolamento prematuro da placenta e parto prematuro.

Restrição do crescimento fetal

A pressão arterial elevada pode afetar o fluxo sanguíneo para a placenta, reduzindo assim a quantidade de oxigênio e nutrientes que o feto recebe. Isso pode resultar em restrição do crescimento fetal, baixo peso ao nascer e outras complicações relacionadas ao desenvolvimento fetal.

Parto prematuro

A hipertensão gestacional pode aumentar o risco de parto prematuro, o que pode resultar em complicações para o bebê, como dificuldades respiratórias, problemas de alimentação e desenvolvimento e maior risco de infecções.

Descolamento prematuro da placenta

A pressão arterial elevada pode aumentar o risco de descolamento prematuro da placenta, uma condição em que a placenta se separa do útero antes do parto. Isso pode resultar em sangramento vaginal, dor abdominal intensa e comprometimento do fornecimento de oxigênio e nutrientes para o bebê.

Complicações maternas

Além dos riscos para o bebê, a hipertensão gestacional também pode representar riscos para a saúde materna, incluindo acidente vascular cerebral, insuficiência renal, síndrome HELLP (hemólise, enzimas hepáticas elevadas e plaquetas baixas) e outras complicações graves.

É importante que as mulheres grávidas monitorem regularmente sua pressão arterial e comuniquem quaisquer preocupações ou sintomas ao seu médico obstetra. 

O acompanhamento médico adequado durante a gravidez é essencial para identificar precocemente quaisquer complicações potenciais e garantir a saúde da mãe e do bebê.

Como tratar?

O tratamento da pressão alta durante a gravidez depende da gravidade da condição e dos riscos específicos para a mãe e o bebê. Algumas abordagens comuns incluem:

✅ Monitoramento regular: As mulheres com hipertensão gestacional geralmente precisam de monitoramento frequente da pressão arterial e acompanhamento médico regular para detectar quaisquer complicações precocemente.

✅ Estilo de vida saudável: Modificações no estilo de vida, como seguir uma dieta equilibrada e com baixo teor de sódio, manter um peso saudável, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo e reduzir o estresse podem ajudar a controlar a pressão arterial durante a gravidez.

✅ Repouso relativo: Em alguns casos, o médico pode recomendar repouso relativo, com redução das atividades físicas e repouso adequado, especialmente se houver sinais de pré-eclâmpsia.

✅ Medicamentos: Em casos de hipertensão gestacional grave ou pré-eclâmpsia, o médico pode prescrever medicamentos para baixar a pressão arterial. No entanto, o uso de medicamentos durante a gravidez deve ser cuidadosamente monitorado e supervisionado pelo médico, pois alguns medicamentos podem representar riscos para o desenvolvimento fetal.

✅ Parto: Em casos graves de pré-eclâmpsia ou outras complicações relacionadas à pressão alta, o médico pode recomendar o parto prematuro para proteger a saúde da mãe e do bebê.

É importante que as mulheres grávidas sigam as recomendações do médico obstetra e compareçam às consultas de pré-natal regularmente para monitorar sua pressão arterial e garantir uma gravidez saudável. 

O tratamento oportuno e adequado da hipertensão gestacional pode ajudar a reduzir o risco de complicações graves para a mãe e o bebê.

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