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Problema venoso que, se não tratado a tempo e da forma correta, pode levar a complicações graves, a doença arterial periférica é um quadro que pode ser provocado por diversas causas e gerar diferentes sintomas.

Seu alto potencial de agravamento é algo que torna essa condição extremamente perigosa e de difícil tratamento. Por isso, saber mais sobre ela é algo realmente necessário, especialmente para quem pertence a grupos de risco.

A seguir vamos te explicar o que é a doença arterial periférica, seus sintomas, tratamentos e formas de prevenção.

Acompanhe!

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O que é doença arterial periférica?

A doença arterial periférica (DAP) é uma condição médica relativamente comum, causada pelo estreitamento ou obstrução das artérias que fornecem sangue aos membros e aos órgãos periféricos, ou seja, pernas e braços. 

Este problema é geralmente resultado do processo de aterosclerose, por meio do qual depósitos de gordura (placas) se acumulam nas paredes internas das artérias, reduzindo o fluxo sanguíneo.

A doença arterial periférica pode afetar qualquer parte do corpo, sendo mais frequentemente observada nas pernas. A redução do fluxo sanguíneo causada pela obstrução ou estreitamento das artérias pode levar a várias complicações nos tecidos que não recebem sangue suficiente, afetando sua função e saúde.

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Como principais fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da DAP, estão:

✅ tabagismo;

✅ diabetes;

✅ obesidade;

✅ hipertensão arterial;

✅ colesterol alto;

✅ história familiar de doença cardiovascular.

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Além dos fatores citados acima, pessoas com mais de 60 anos ou aquelas com fatores de risco para aterosclerose têm maior probabilidade de desenvolver a doença arterial periférica.

A compreensão e o gerenciamento dos fatores de risco são essenciais para prevenir ou retardar a progressão da doença arterial periférica, além de reduzir o risco de outras complicações cardiovasculares.

Cardiologista em Brasília (DF)

Colesterol alto: o que pode causar no corpo?

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Quais os sintomas? Como identificar?

Os sintomas da doença arterial periférica (DAP) podem variar em gravidade, mas muitas vezes o sinal inicial é a claudicação intermitente – um desconforto ou dor nas pernas que ocorre durante atividades físicas, como caminhar, que geralmente melhora com o repouso. 

Essa dor é causada pela redução do fluxo sanguíneo para os músculos das pernas, devido ao estreitamento ou bloqueio das artérias. 

Aqui estão alguns dos principais sintomas da DAP e sinais aos quais as pessoas devem estar atentas:

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Claudicação intermitente

Dor, cãibra ou cansaço nas pernas ou nádegas durante exercícios como caminhar ou subir escadas. A dor geralmente desaparece após alguns minutos de repouso.

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Dor nas pernas e/ou pés, mesmo em repouso

À medida que a doença progride, a dor pode começar a ocorrer mesmo em repouso, especialmente à noite, quando deitado. Pendurar as pernas para fora da cama ou andar pode temporariamente costuma aliviar a dor.

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Frieza e dormência

Um dos membros (geralmente uma perna) pode ficar frio ao toque, especialmente em comparação com o outro lado.

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Mudanças na cor da pele

A pele das pernas pode se tornar pálida ou azulada (um sinal chamado cianose), uma indicação de que o fluxo sanguíneo é insuficiente.

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Alteração nos pelos das pernas

O fluxo sanguíneo reduzido pode levar à perda de cabelo nas pernas ou ao crescimento lento do cabelo.

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Pele brilhante nas pernas

A pele nas pernas pode parecer brilhante e lisa, devido à redução do fluxo sanguíneo.

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Feridas ou úlceras que não cicatrizam

Feridas nos pés ou nos dedos dos pés, que não cicatrizam ou que cicatrizam muito lentamente, podem ser um sinal de doença arterial periférica grave.

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Gangrena

 Nos casos mais graves, a falta de fluxo sanguíneo pode levar à morte tecidual (gangrena), geralmente nas extremidades.

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Redução da pulsação nas pernas

A pulsação nas pernas ou nos pés pode ser muito fraca ou ausente, o que é um sinal claro de fluxo sanguíneo reduzido.

Pessoas que apresentam qualquer um desses sintomas, especialmente se tiverem fatores de risco para doenças vasculares – como diabetes, hipertensão, colesterol alto ou história de tabagismo – devem procurar avaliação médica. O diagnóstico precoce e o tratamento da DAP são cruciais para prevenir complicações mais sérias, incluindo a possibilidade de amputação.

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Quais os possíveis tratamentos

O tratamento da doença arterial periférica (DAP) tem como objetivos melhorar os sintomas, promover a qualidade de vida e prevenir complicações, como ataques cardíacos, derrames e amputação. 

O plano de tratamento pode variar de acordo com a gravidade da doença e outros fatores de saúde do paciente. Aqui estão algumas das principais abordagens para o tratamento da DAP:

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Mudanças no estilo de vida

✅ Parar de fumar: Este é o fator mais crítico para pacientes com DAP, já que o fumo contribui diretamente para a progressão da aterosclerose.

✅ Exercícios físicos: Um programa de caminhadas supervisionado ou um plano de exercícios regular ajuda a melhorar a circulação e a eficiência dos músculos das pernas.

✅ Dieta saudável: Uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e baixa em gorduras saturadas pode ajudar a controlar o colesterol e a pressão arterial, reduzindo o risco de aterosclerose.

✅ Manter um peso saudável: Reduzir o peso, se necessário, pode diminuir a carga sobre o sistema circulatório.

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Medicação

✅ Medicamentos para colesterol: São usados para reduzir os níveis de colesterol e impedir a progressão da aterosclerose.

✅ Anti-hipertensivos: Usados para controlar a pressão arterial; fator de risco para a doença arterial periférica.

✅ Medicamentos antiplaquetários: Ajudam a prevenir a formação de coágulos sanguíneos.

✅ Medicações para controle da glicemia: Em pacientes diabéticos, o controle rigoroso da glicose no sangue é crucial.

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Procedimentos e cirurgias

✅ Angioplastia e colocação de stent: Este procedimento minimamente invasivo usa um balão para dilatar a artéria obstruída e, muitas vezes, inclui a colocação de um stent para manter a artéria aberta.

✅ Endarterectomia: Uma cirurgia para remover a placa de uma artéria bloqueada.

✅ Cirurgia de revascularização: Envolve a criação de uma rota alternativa para o sangue (bypass) usando um vaso sanguíneo de outra parte do corpo ou um tubo sintético, para contornar a área bloqueada.

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Gestão integrada de saúde

Além das medidas citadas acima, é fundamental que a pessoa afeta – ou que pertença a grupo de risco – mantenha acompanhamento regular com cardiologista ou especialista vascular. Isso é importante para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

Esse acompanhamento se faz necessário, inclusive, para aprender mais sobre a doença. Compreendê-la e entender como gerenciar seus possíveis sintomas é crucial para o sucesso do tratamento.

O tratamento adequado para a doença arterial periférica depende de uma abordagem multidisciplinar e personalizada, levando em conta não apenas os aspectos médicos, mas também o estilo de vida do paciente. A intervenção precoce é a chave para gerenciar com sucesso a DAP e ajudar a prevenir suas complicações mais graves.

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